Liga não, as pessoas são assim mesmo. Umas são o que são, outras fingem que são, algumas pensam que são, tem as que querem ser, as que não conseguem ser, as que precisam ser, as que cansaram de ser e as que vão ser… E tem muito mais, acredito. Mas a melhor de todas elas, são as que são e ainda nos fazem ser.
meustextos FAQ

"Sobre as palavras soltas, existem poesias silenciadas pelo apelo da lágrima do poeta. Poeta se desfaz e refaz na mesma linha. Curva-se sobre a dor e se ergue perante o riso. Sorrisos largos e tristeza infinita num único parágrafo. Se a sua vida fosse escrita em somente uma linha, seria descrita como feliz ou melancólica? Melancolia é uma forma de sofrer romanticamente, como diz Mário Quintana, ou, seria o amor uma melancolia sem fim? Letras, palavras, frases, desconexas fazem a nossa vida andar sobre o véu negro da dúvida e as respostas são mais profundas do que o próprio abismo do inferno. O céu e a terra são nada perante as dúvidas que encontramos em cada página escrita pelo poeta. Somos o ponto de interrogação do universo; somos a única questão não respondida do infinito."
Augusto Soares.  
maio 18 · 393 · reblog · via · source
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"Poxa, mas é que cansa ficar esperando alguém que parece nunca chegar, mas no final de tudo, no final da estrada, sei que vou continuar sozinha. No fim, sempre continuo esquecida e perdida. Cadê meu final feliz? Vai ser com você? Se for, chegue logo."
Cássia Ellen.
maio 18 · 619 · reblog · via · source

"Fiquei triste o dia inteiro, aí você me procura, inevitável, acabei sorrindo ao ver você falando comigo. Droga, você também não me ajuda. Queria tanto ficar bem sem você, sem falar, sem contato, mas ao mesmo tempo quase morro quando você não me conta como foi seu dia."
Tati Bernardi.   
Abr 8 · 40560 · reblog · via · source

"Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar, e acima de tudo ouvir. Que tenham amor ou então sintam falta de não tê-lo. Que tenham ideais e medo de perdê-lo. Que amem ao próximo e respeitem sua dor. Para que tenhamos certeza de que: Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."
Carlos Drummond de Andrade. 
Abr 6 · 34886 · reblog · via · source

"Eu pensei que com você seria diferente. E não me entenda mal, mas é que eu sempre me senti um pouco sozinho nessa vida. As pessoas têm uma certa tendência a me deixar quando eu mais preciso delas. Ou simplesmente, vão atrás de outros sorrisos, outros abraços, outros olhares. Teve aquele meu cachorro, Billy. Quando ele chegou em casa, foi uma alegria sem fim. Eu amava cuidar dele, dar carinho, dar comida, dar banho, limpar a sujeira. E mesmo assim, Billy gostava mais da minha mãe do que de mim. E tudo bem, porque eu também gosto mais da minha mãe do que qualquer outra pessoa deste mundo. Também teve aquela minha tia Maria. Lembro que eu era o único sobrinho que a respeitava, que era educado e que fazia tudo de certo e de melhor para agrada-lá. E por algum motivo, ela gostava mais dos meus primos que faltavam dar na cara dela. E ela deixou isso bem claro quando me disse uma das coisas que eu jamais vou esquecer: “Eles podem ter todos os defeitos do mundo, mas ainda assim, eu gosto mais deles do que de você”. Confesso que fiquei um pouco triste. Um pouco triste do tipo que chorei a noite inteira. Mas passou. E não posso esquecer daquela minha namorada de infância, meu primeiro amor, meu primeiro beijo, minha primeira dor. Ela me mandava cartinhas escrito “teu sorriso é tão lindo, imagino como será o teu beijo”, e eu era tão ingênuo, que além de sorrir, retrucava dizendo “obrigado, o seu também”. O seu também o que? O sorriso, o beijo? Não fazia sentido algum. Mas eu sempre fui desses que fica nervoso em momentos de pressão. A gente fez promessas de amor eterno, foi eterno até que um dia os meus pais resolveram se separar, e tudo bem também, porque eles brigavam mais que cão e gato. Mas meu pai resolveu ir embora pra muito longe de mim. E por algum motivo, não identificado, você achou que esse seria o momento perfeito para terminar comigo. Eu senti uma dor mortal, um aperto no peito que estrondava até os dedinhos do pé. E mesmo assim, superei, sobrevivi. Eu fui mais sozinho e independente do que o mundo permite ser. E é por isso que eu pensei que com você seria diferente, e no começo foi. Ou parecia ser, não sei mais. Fiquei do seu lado até quando você disse para eu me afastar. Senti a sua dor, mesmo não tendo nada haver com os motivos dela. Lembra? Eu fiquei do seu lado até quando a sua gata Debbie morreu. E você manchava o meu peito com lágrimas, eu te abraçava, você colocava a cabeça no meu ombro, e me perguntava “por que você sempre fica do meu lado?” e eu sorri, sem graça, dizendo “porque é isso que a gente faz quando ama alguém.”. Mas não foi o que você fez. Alguns meses depois, o tio Bill, que eu tinha como um segundo pai, ficou muito doente. Uma semana depois, você terminou comigo e disse que não queria me ver na sua frente nem pintado de ouro. E uma semana mais tarde, ele venho a falecer. Eu fiquei tão triste e desanimado, que por pouco não vou ao enterro. Quando cheguei lá, senti uma dor demasiada, olhei ao redor, e vi que todos os meus primos, tios ou seja lá quem for. Estavam acompanhados por alguém. Seja amiga, namorada, esposa. E eu olhei ao meu lado, e percebi que eu, eu não tinha ninguém. Ninguém para encostar a cabeça no ombro e chorar, ninguém para abraçar e me acalmar, ninguém para dizer que vai ficar tudo bem. Eu não tinha você. E me senti sozinho de novo. E por mais que o mundo diga que não estou só, o meu coração se sente dessa forma. Eu pensei que você seria diferente. Não porque eu queria que estivesse do meu lado quando eu mais precisava, não porque eu fiz isso por você, não porque tivesse me devendo alguma coisa. Mas porque é isso que a gente faz quando ama alguém. A gente fica."
Allax Garcia.
Mar 26 · 17803 · reblog · via · source

"A gente podia ter tido mais calma. Podíamos ter ido mais devagar. Deveríamos ter segurado a onda e medido as palavras. A gente tinha que ter tentado controlar a raiva para não magoar o outro. Nossos passos tinham que ter sido exatos, nossos tropeços eram pra significar nada perto daquilo que estava começando a ser algo especial e único. Erramos feio. Falamos demais e agimos de menos. Magoamos demais e amamos de menos. Gritamos demais e fomos sensíveis de menos. Lutamos demais e nos entregamos de menos. Relutamos e tivemos medo demais e nos apaixonamos de menos. Erramos feio. Tudo que não era pra ser feito fizemos em dobro. E o que era pra ser… bem, ficamos no saldo devedor, no vermelho. A gente podia ter tido uma história linda. Mágica, pura, sem cobranças, cheia de respeito, livre, saudável e deliciosa como o barulho da chuva. Era pra ter sido amor."
Clarissa Corrêa 
Mar 21 · 4371 · reblog · via · source

"Tentei dar uma de poeta,
e olha só no que deu.
Palavras desajeitadas
desarrumadas e maltratadas.
Versos virados pelo averso
sem nem se quer um terço de sentido.
Então parei com essa ideia louca
de tentar fazer poesia.
Deixa isso pra quem sabe
pra quem tem o dom
pra quem ouve o som
do coração e traduz
as batidas produzidas
em uma linda canção.
Canção que traz emoção
que espante a escuridão
e a solidão.
E que traz a perfeição que é
a sensação de ser um poeta."
Daniel Matos. 
Mar 21 · 69 · reblog · via · source

"João nasceu sem chorar, levou palmada do doutor até a mãe ficar com dó. Parecia que João já veio ao mundo querendo chorar de dor, mas não queria incomodar. João comia todos os vegetais e legumes do prato. João cresceu forte e saudável, com o estômago verde e os olhos azedos pelo espinafre que engoliu ao longo da vida. João quando aprendeu a rimar, odiava o próprio nome. Odiava os colegas na hora da chamada. João, pé de feijão. João passou a odiar os contos de fada. João via girafas no céu, até que alguém disse que nuvem era água vaporizada. E João nunca mais viu uma girava no céu, por medo de contrariar. João odiava matemática, mas estudou e levou um dez por medo de reprovar. João fechava a janela do quarto quando os passarinhos acordavam, porque ele gostava de dormir sempre uma hora a mais, por medo de não conseguir assistir a aula no dia seguinte. João colocava o fone de ouvido baixo, por medo de prejudicar a audição. João reclamava quando o chiclete perdia o açúcar, e nunca passou mais de 5 minutos mascando porque detestava dentista, por medo de apodrecer os dentes. João enricou, por medo de não poder mais reclamar de nada. O João, que odiava matemática, virou engenheiro. João detestava azul, mas comprava sempre da mesma cor, por medo de mudar. João odiava a mulher que dava troco em balas, mas aceitava, por medo de ter que esperar um pouco mais na fila. João jogava as balas fora, não dava pra criança pobre nenhuma, porque não queria alimentar a vadiagem. João odiava o calor, e mandou comprar um ar-condicionado que sugava o seu nariz, porque não queria suar. João nunca montou caras no suporte do ventilador, nem ouviu como sua voz ficaria engraçada se ele tivesse gritado nas hélices. João reclamava do barulho de tábuas rangendo, e nunca conseguiu escutar o som dos netos quando eles começaram a andar. E agora o João era Seu João, um velho que nunca precisou de óculos porque nunca quis saber de ler no escuro, um homem que escutava qualquer coisa, mas preferia ser surdo a ter que ouvir todo aquele silêncio proposital, um homem que comeu todos os vegetais do prato, que não tinha uma única cárie, que era engenheiro e odiava matemática. João morreu dormindo. Por medo de incomodar."
Cinzentos
Mar 16 · 4002 · reblog · via · source

"Ele não vai te ligar e pedir desculpas, talvez não fale com você nem por internet. Não vai se arrepender de nada do que fez, e nem reconhecer que errou. Não vai perceber que está te perdendo aos poucos, ou que já perdeu. Não vai pedir pra que tudo volte a ser como era antes, ele está feliz assim. Não vai dizer para os amigos que sente a sua falta ou algo do tipo, e nem lembrar de você ao ouvir uma música. Ele não vai passar noites acordado pensando no quanto poderia ter dado certo, nem vai ficar imaginando planos que um dia poderiam se realizar. Não vai sentir ciúmes ao ver você conversando com outro menino, e com toda certeza do mundo, não vai passar horas no seu perfil só pra saber como foi seu dia, ou se você se interessou por alguém. Ele não vai perceber que fez a maior burrada de sua vida, nem vai se lamentar por ter perdido a pessoa que o fazia sorrir. Ele não vai compartilhar fotos de casais no facebook, e nem escrever coisas tristes no twitter. Ele não vai chorar, nem sofrer e muito menos morrer de amor. Não vai dar justificativas do por quê de tudo ter acabado, e nem vai querer saber o que você pensa sobre, e nem como você reagiu a tudo isso. Ele não vai sorrir ao te encontrar na rua, e se te ver, não vai ficar pensando o dia inteiro em como seu cabelo estava lindo, ou em como o seu sorriso é estonteante. Ele não vai correr atrás de ninguém, e provavelmente logo estará com a menina mais fácil que encontrou por aí. Ele não vai te amar, isso, se chegou a amar um dia."
Autor Desconhecido. 
Mar 14 · 860 · reblog · via · source

"No primeiro colegial, com treze ou quatorze anos, eu gostava de um garoto chamado Márcio. Ele era branquinho e tinha os cabelos castanhos cacheados. Ele namorava a Priscila, uma menina bonita e riquinha e bailarina e de cabelos lisinhos e amiga de todas as outras meninas iguais a ela. Mas a Priscila e suas amigas não faziam sexo.E todo mundo era louco pra fazer sexo com elas. Eu era o que se podia chamar de beleza indefinida. Não era de todo mal, mas também não era a óbvia lindinha. Cabelo nem pro liso e nem pro cacheado e nem pra nada que pudesse ser um estilo ou moda ou até mesmo um cabelo. Roupas do mesmo jeito. Nem feias, nem bonitas. Corpo do mesmo jeito. Nem magra atlética, nem gordinha desleixada. Um meio do caminho que piorava muito quando era dia de uniforme. Não chegava a andar com as meninas feias mas nunca fui amiga da Priscila e das amigas dela. Eu era média.Foi daí que eu tive a ideia. Eu tinha algo que aquelas meninas não tinham: eu fazia sexo. E calmamente caminhei até o Márcio, na hora do recreio, e falei: quatro horas na minha casa, eu vou fazer sexo com você, tudo bem? Ele respondeu sério, sem rir, sem parar pra pensar: me passa seu endereço que eu peço pra minha mãe me levar. Sai pisando firme, com os olhos apertados e com as unhas enfincadas nas palmas das minhas mãos. Minha vontade era sair correndo e só voltar pra escola na outra encarnação. O que tinha me dado?Pois bem, às três da tarde, sem conseguir conter o coração e o intestino, tento expulsar minha empregada de casa. Mas o que você vai aprontar? Sua mãe sabe que vem um garoto estudar aqui? Maria, cadê aquela minha calcinha de renda branca? Convenço Maria a ir embora às quinze pras quatro. Prometo a ela que, se ela não contar nada pra minha mãe, a deixo ir embora todo dia mais cedo e também não conto nada. Quatro em ponto, vejo da janela do meu quarto um Escort vermelho parando em frente ao meu prédio. Márcio desce cheio de livros. Sua mãe o acompanha até a portaria. Ele entra.Meu coração vai parar na língua. Eu vou fazer sexo. Eu consigo fazer. Ele vai enfiar o pinto dentro de mim. Eu vou ficar bem quietinha até parar de doer. É isso. E amanhã, na hora do recreio, ele vai?. Ele vai o quê? Continuar namorando a Priscila, que é bailarina e tem o cabelo lisinho e é amiga das meninas mais bonitas da escola. E eu? Eu vou ter gêmeos, que ele não vai assumir, e eu terei que ir à escola e fazer as provas apesar da barriga. E serei motivo de fofoca pra sempre. E ele não vai falar comigo porque não sou exatamente linda e nem exatamente muito normal e ele nem é da minha turma. Seu pai vai ligar pro meu “precisa de alguma coisa?”. Meu pai não vai querer falar com ele, porque quem resolve as coisas mais difíceis é a minha mãe. E minha mãe não vai querer falar com ele, porque vai estar internada pelo susto. A campainha toca.Do olho mágico, vejo ele puxando de dentro de um livro e guardando no bolso uma fileira animada de camisinhas. Me sinto ofendida: esse menino tá achando mesmo que vou transar com ele?Eu era virgem aos quatorze e assim fiquei até os vinte e um anos de idade. Mas o Márcio, o garoto mais popular e bonito e charmoso e gente boa da escola, estava na minha casa. Abro a porta. Vejo que ele trouxe os livros de química, física e gramática.Tentando parecer descolada mas tremendo muito, pergunto qual matéria ele quer estudar primeiro. Qual? Ele ri, ensaiado: anatomia. E me empurra pro sofá. E vai direto pros meus peitos, sem nem me beijar na boca. Ah, então acho que é assim, né? Que se trata uma puta ou alguém de quem não se gosta. Aquilo tudo me faz mal demais. Se eu fosse uma princesa, teria um namorado pra ir ao shopping. Mas como sou a garota estranha, ele tenta ver meus peitos. E como eu sempre tive curiosidade em saber como era estar com um garoto realmente lindo e desejado, eu deixo. Mas se eu fosse uma princesa, ele estaria agora nervoso pra pegar na minha mão. Triste, triste, vou ficando tão triste. Por que não sou uma princesa?De repente. Puft. Scatapuft. Trililililim. Não sou mais a garota de treze ou quatorze anos, estranha, com o peito direito pra fora e um garoto inexperiente e afobado em cima deles. Estou ao lado da cena, escrevendo esse texto. Márcio é um ótimo personagem para uma historinha. A garota de calcinha de renda branca que mandou a empregada embora é uma ótima personagem também. Não sinto que ele tenta abrir a minha calça, mas leio “ele tenta abrir a calça dela”. Não sinto que ele começa a querer enfiar sua mão dentro da minha calça, mas leio “e ele começa a enfiar a mão dentro da calça dela”. E fico feliz quando, no parágrafo seguinte, descubro que a garota levanta e grita “chega, desculpa, mas eu não consigo, vai embora, por favor, eu não sei o que me deu de deixar você vir aqui”.Márcio, frustrado e muito tímido, veste sua roupa, devagar, como que tentando ainda pensar em algo que salvasse sua tarde de sexo selvagem. Muito provavelmente a primeira. Ela fica deitada, com a camiseta e a alma amassadas. Márcio vai embora. Ela sente uma dor profunda e se promete duas coisas: um dia vou ser uma escritora e um dia vou ser uma princesa"
Tati Bernardi. 
Mar 14 · 3176 · reblog · via · source
esvazada sussurrou: "saudades de tu ):"

muita demais ):


"Eu odeio essa tua mania de questionar tudo o que eu falo sabe Ana? Quando você pergunta os motivos que eu tenho pra gostar de você dá vontade de dizer que não existe nada no mundo que eu possa gostar mais do que eu gosto de você, e que tudo, tudo mesmo em você, tem um pedaço meu que gosta. Tipo isso de você ser sempre tão curiosa, eu agradeço por isso também, porque porra, se você não fosse tão curiosa eu não teria tantas oportunidades de dizer pra você o quanto eu te amo. Você sabe… Eu não sou a melhor pessoa do mundo pra falar de amor, e aí você fala de tudo de um jeito tão doce que me faz pensar que talvez você mereça tudo o que eu não tive vontade de dar pra mais ninguém, e que agora eu quero dar pra você. Quero dar meu amor por inteiro sabe? Fazer você sentir que não dá sem você e escrever aqueles bilhetinhos bobos antes de você acordar e colocar no seu travesseiro, só pra já começar o dia vendo o teu sorriso. Eu nunca fui disso Ana, nunca precisei acordar antes de alguém só porque eu queria ficar observando o jeito lindo como ela dormia, nunca quis escrever pra ninguém, nem muito menos escrever sobre o amor. E com você, pra você, eu tenho vontade de fazer essas coisas todas, de ser melhor, de deixar de lado essa minha parte ruim que te faz mal e que te faz sofrer, porque você é tudo o que eu podia querer Ana… Eu só não sei como te dizer isso. Eu sei que pareço bobo quando fico sem resposta pras coisas que você me diz e quando eu me embolo todo só pra falar que eu te amo, mas é porque você é diferente de tudo o que eu já tive Ana, de tudo o que eu já quis… Na verdade você é a primeira coisa que eu quero muito ter pra mim. E eu não penso, nunca, em deixar você se esquecer disso, porque mesmo com essa tua cabeça de vento, essa cabeça meio oca e teimosa, eu sei que nada nunca valeu tão a pena quanto você."
E a primeira vez que Bernardo escreveu pra alguém, foi pra Ana.  
Mar 12 · 379 · reblog · via · source

"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter."
Martha Medeiros. 
Mar 8 · 11829 · reblog · via · source

"É nessas horas que eu chego a ter pena de mim. Juro. Basta um papel e uma caneta pra tudo começar outra vez. Você vem repentino, devagar e sorrateiro, até estar impregnado novamente nas minhas memórias. Não me julgo uma pessoa plenamente boa, mas sei que não mereço isso. Não é justo. Foi-se o tempo em que eu abrigava a dor na minha casa como uma convidada especial. Confesso que já sofri tudo o que tinha pra sofrer, assim como derramei todas as lágrimas que podia chorar. Toda e qualquer pequena e frágil parte do meu corpo sentiu, pelo menos uma vez, o mundo se esmagar contra a parede da solidão. Não quero tirar a sua dignidade ou menosprezar a parte da minha vida que compartilhei ao seu lado – jamais! O problema é que eu cansei de me rebaixar e matar o meu amor próprio por você. Nenhum ser humano deveria sofrer como eu sofri. E, meu Deus, como foi difícil! Aceitar é horrível, esquecer é doloroso e superar machuca mais que tudo. Pra falar a verdade, a última etapa eu nunca cumpri. Meus vizinhos acham que estou curada, meus amigos pensam que pulei de fase, mas quando a noite chega e tudo parece doer ainda mais, tomando uma proporção ainda maior, eu percebo que não superei. Queria fingir que não é nada, logo passa, as coisas voltarão a ser o que sempre foram, mas não dá. Eu não sou mais a mesma há tempos e disso não tem como fugir. O passado não condena, mas assombra. Você que, por mais que tenha morrido incontáveis vezes aqui dentro, ainda está vivo e arrancando brilhos de olhares carentes aí fora. Eu já te matei com todas as armas possíveis, de todos os métodos imagináveis, mas você cisma em reviver todas as vezes que a minha cabeça deita no travesseiro e as minhas mãos alcançam um papel em branco. E por mais que eu lute, estrofes e mais estrofes são, inevitavelmente, direcionadas ao que fomos. A verdade é dura, meio difícil de aceitar e ridícula de dizer: ainda tenho mil textos não escritos pra você."
Capitule 
Mar 8 · 1822 · reblog · via · source
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